Há momentos que nos ficam gravados na memória de forma indelével. Vou deixar aqui uns.
- Uma dia, antes de um concerto de New Winds, ainda não tinha ninguém entrado na sala, só o pessoal das bandas, meteu-se o Tiago a tocar baixo para estar entretido. Nisto o Break agarra no microfone e o Tiago começou a tocar a Progressive Man, de Shelter e o Break a cantá-la. Ninguém estava lá a ouvi-los, só eu. E bateu-me de uma maneira absurda. Para quem não sabe que música é vá procurá-la, mas basicamente tem uma letra brutal, onde é descrita a forma fria como o Homem pode agir com outra pessoal. É uma letra de uma sinceridade chocante. Ainda hoje me lembrei disso.
- Eu, a Cátia e a Ana Rita, em casa da Ana Rita a ver fotos dela quando ela era pequena. Nisto surge uma que desencadeou o maior ataque de riso que alguma vez tive. Doía-me tudo. Tive de fugir de ao pé da Ana e a Cátia veio a correr atrás de mim e trancámo-nos no quarto dos pais da Ana porque ela se ria tanto que só de olhar para ela ainda ríamos mais. Resultado, eu no chão a rir porque não tinha, literalmente, força nas pernas para andar. A Cátia na mesma figura. E a Ana também, mas do lado de fora do quarto porque não a deixei entrar porque corria sérios riscos de molhar as calças pela primeira depois de ter aprendido a usar a sanita. Não garanto que tenha resultado na totalidade. A foto em causa, não a vou descrever porque é daqueles momentos nossos. Dava meio fígado para a ter. Não teria um dia triste na vida.
- Eu e a minha prima nos Verões dos Foros de Amora. Começou a trovejar como se não houvesse amanhã. Que é que as duas chicas-espertas fazem? Dirigem-se ao telhado para ver melhor. Apanhámos uma molha valente e, felizmente, nenhum raio. Uma vizinha viu-nos e chibou-se. Castigo. Dia seguinte, queríamos ir ter com os gandulos à noite, mas estávamos de castigo. Que fazemos? Saltamos o portão. Saltei, vem a Lili atrás e fica presa pelas costas da camisola nos picos do portão. Lá voltei a entrar e tentei soltá-la sem fazer barulho, já que estávamos a cometer ilegalidades. Resultou, mas contemos o riso até chegarmos ao fim da rua.
- Eu e o meu irmão. Uma vez deu-nos uma pancada qualquer quando começámos a ouvir a Bullet with butterfly wings, de Smashing Pumpkins e agarrámos numa almofadas e fizemos o maior espancamento almofágico de sempre, acompanhado por um headbang mesmo à hóme. Tive 1 semana com umas dores no pescoço que não virava a cabeça para lado nenhum.
- Eu, Kiko, a Vera e o meu irmão. Fomos explorar os montes barcarenenses, estava a Crel em construção e ainda dava para atravessar a pé. Vou eu munida do top, os calções de lycra e umas sandálias mesmo à Verão de 93. Que tinha uma sola toda flexível e uns elásticos. O Kiko tinha descoberto uma entrada para um mina, que tinha sido tapada, mas tinha um buraco por onde conseguíamos entrar, de cabeça. Assim fizémos. Não sabíamos é que no fundo do buraco havia umas escadas. Ora, entrámos julgando que era só meter as mãos no chão e deixar entrar o resto do corpo. Diga-se que a cornadura foi escada abaixo parecia o Space Shuttle. Já lá dentro, havia 3 caminhos por onde seguir. Um estava tapado ao fim de poucos metros. Outro era escuro e não se via o fundo e o último via-se uma luz no fundo do túnel. O meu irmão e a Vera borraram-se todos e ficaram nas escadas e eu e o Kiko seguimos o túnel que ficava cada vez mais baixo até acabarmos por ter de fazer os últimos metros de rastos no chão até chegar à luz. Que luz era? Do céu, estávamos no fundo de um poço. Satisfeita a curiosidade saímos e fomos à procura de mais minas. No fim da tarde, decidimos ir por um atalho e descemos a vertente por um cano de escoamento de água que estava seco. A ideia era descer tipo escorrega, mas quando nos sentámos deixámos entrar pedrinhas e descemos não sei quantas dezenas de metros com pedra a raspar debaixo do cu. Conclusão, cheguei cá a baixo e tinha o rabinho todo queimado. Foi de uma agressividade que fiquei com dois buracos enormes nos calções e uma ferida enorme em cada nádega. Fui a correr para casa para tomar banho e ir para os anos do Marcos. Não me sentei a festa toda.
Um dia conto mais.
quarta-feira, junho 10, 2009
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2 comentários:
Acho que me lembro de contarem essa história da mina :)
Mara voltaste!!! :D
Bem-vinda.
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