sexta-feira, junho 22, 2007

Não sei que título dar

Pearl Jam.
Esse marco incontornável da minha adolescência. Das calças rasgadas, os All Stars, as Doc Marteens, as camisas de flanela aos quadrados, os cabelos compridos até mais não...
Quem me conhece sabe que A banda para mim era Nirvana. Não havia um centímetro quadrado de parede do meu quarto que não fizesse alusão ao grupo. Mas Pearl Jam teve o seu lugar. Pelos motivos que todos sabemos, ver um concerto de Nirvana nunca foi possível. Mas fui dia 8 de Junho ver um de Pearl Jam.
Devo dizer que só agor me senti capaz de escrever sobre isso.

Independentemente da evolução dos meus gostos musicais desde os longínquos mid '90s, da fase da matrequice, à passagem pelo punk-hardcore e à minha actual situação (que não sei descrever), nada me marcou como o grunge. Emocionalmente falando. Grunge representava precisamente tudo o que eu sentia. Não sendo uma pessoa introspectiva, esgotava as minhas energias todas a pensar nos meus problemas (que vejo hoje que eram bem menos do que eu pensava). Não sendo depressiva, era extremamente pessimista. A música era a minha melhor amiga. Sentia que todas as letras tinham sido escritas por mim.

Ter-me virado para o hardcore fez-me voltar para fora. Prestar atenção às questões sociais, ganhar consciência política, apaixonar-me por causas. Isso mudou tudo em mim. A forma como encaro o mundo, como ajo, como penso. Mas também marcou o ponto em que deixei de me sentir como me sentia. Não é que me negligencie ou que vá dizer com um sorriso cínico "eu não penso em mim, só nos outros", mas a verdade é que não sinto as coisas intensamente, como sentia antes. Quando digo "coisas" refiro-me às que me concernem. Sinto intensamente o mundo à minha volta, mas estou numa semi-letargia emocional.

Algés, dia 8 de Junho de 2007. Eu, o Zé, o Alex e mais outras pessoas vimos o concerto de Pearl Jam. Faço só referência a esses dois porque são duas pessoas muito importantes para mim e tê-los ao meu lado nesse concerto fez muita diferença. O concerto foi indescritivelmente bom. As músicas bem tocadas, ou não andassem eles nisto há quase 20 anos. O Eddie Vedder criou uma relação com o público incrível. Ele brinca com o público. Mas eu voltei quase uma década atrás e senti-me. Por vezes fechava os olhos e só estava lá eu e a banda e os meu problemas de menina. Foi estupidamente intenso para mim. Nem vou continuar a descrever o que senti. Vim de lá e flutuava.

E foi bom entrar na máquina do tempo. Muito bom. "I´m still alive", já diziam eles.

sexta-feira, junho 15, 2007

Oscar Wilde

Citações do senhor:

"Education is an admirable thing, but it is well to remember from time to time that nothing that is worth knowing can be taught."

"America is the only country that went from barbarism to decadence without civilization in between."

"Every saint has a past and every sinner has a future. "

"My great mistake, the fault for which I can't forgive myself, is that one day I ceased my obstinate pursuit of my own individuality."

"The old believe everything, the middle-aged suspect everything, the young know everything."

Conversas...



Estava eu e o Eddy a conversar, no jantar do estágio de Shorinji Kempo, estando também outras pessoas à mesa. Falávamos sobre a morte, a possibilidade de vida depois dela e temas afins. E assim foi:


- Eddy, eu acredito na vida depois da morte na medida em que, quando morremos, o nosso corpo se decompõe e cada um dos nossos átomos vai integrar outras coisas. Passa a fazer parte da terra onde somos enterrados e, a partir daí, pode assumir um número ínfimo de formas. Podem ou não ser orgânicas. Se forem, posso ser daí a um tempo uma couve lombarda ou qualquer outra coisa.


- Ou seja, esta cerveja que estou a beber pode ter sido a mesma cerveja que o Júlio César bebeu!


- Mais te digo! Podes estar a beber o Júlio César...






quarta-feira, junho 06, 2007

Uff, canseira

(não fazer nada ocupa-me tanto tempo!!)

Medos

- Largatixas
- Não ver onde meto os pés
- Que Deus afinal exista
- Que a idade me faça perder o fervor pelas causas
- Magoar alguém
- Guerra
- Morte (é que não me apetecia nada esticar o pernil)
- Que a vida seja mesmo o que eu vejo toda a gente a experienciar, NÃO QUEROOOO...
- Que tudo o que eu julgo que sei esteja errado (depois agarro-me a quê?)

sábado, junho 02, 2007

O que é que correu mal?

Ora bem, temos as seguintes letras, dos Delfins, letras essas com as quais me identifico perfeitamente:

Eu não quero estar parado
fico velho
vou marchar até ao fim
isolado

nesta marcha solitária
dou o corpo, ao avançar
neste campo aberto ao céu

ninguém sabe
para onde eu vou
ninguém manda
em quem eu sou
sem cor nem deus nem fado
eu estou desalinhado

por tudo o que eu lutei
ser sincero?
por tanto que arrisquei
ainda espero ...

esta marcha imaginária
quantas baixas vai deixar
neste sonho desperto?


Marcha dos Desalinhados

Mais do que a um país
que a uma família ou geração
mais do que a um passado
que a uma história ou tradição
tu pertences a ti
não és de ninguém

Mais do que a um patrão
que a uma rotina ou profissão
mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião
tu pertences a ti
não és de ninguém

Vive selvagem
e para ti serás alguém
nesta viagem

Quando alguém nasce
nasce selvagem
não é de ninguém


Nasce Selvagem


E depois vejo outras como "medo da internet" ou "sou como um rio" e pergunto-me: o que é que correu mal?

E estou a ouvir aquele clássico dos Resistência, o cd ao vivo no armazém 22, pah isso é que era!! Dá-me que pensar. Envelhecer é mesmo contra-revolucionário. Que chatice.

quarta-feira, maio 23, 2007

Gonna win!!

Five to one, baby
One in five
No one here gets out alive, now
You get yours, baby
I'll get mine
Gonna make it, baby
If we try

The old get old
And the young get stronger
May take a week
And it may take longer
They got the guns
But we got the numbers
Gonna win, yeah
We're takin' over
Come on!

Yeah!

Your ballroom days are over, baby
Night is drawing near
Shadows of the evening crawl across the years
Ya walk across the floor with a flower in your hand
Trying to tell me no one understands
Trade in your hours for a handful dimes
Gonna' make it, baby, in our prime

Come together one more time
Get together one more time
Get together one more time
Get together, aha
Get together one more time!
Get together one more time!
Get together one more time
Get together one more time
Get together, gotta, get together

Five to one - The Doors


Pica, pica, dá-me PICA.

Para a arqueóloga

Seguindo a nossa milenar tradição de dar sempre tarde as felicitações, deixo aqui os mega parabéns à gaja (ya ya) que de muita coisa é culpada na minha personalidade. É só dois aninhos mais velha e isso agora nem se nota, mas numa piquena chavalita que eu era aquando a conheci isso fez toda a diferença. Desenvolveu-me uma característica que muito prezo na minha personalidade: o sentido crítico. Com nível. Tenho os meus quês de peixeira, mas são raros. Regra geral tento ser bastante racional. Ganhei aí da minha vizinha de cima, mérito seja dado.

PARABÉNS CARLA!!!


(e a desculpa desta vez é que tenho o pc pifado há que tempos e ando com um emprestado e tal e coiso... desculpas, sabes como é. Para o ano é mais original... :p)

terça-feira, abril 24, 2007

Oh diabo!

"The Holocene extinction event is a name customarily given to the widespread, ongoing mass extinction of species during the modern Holocene epoch. The large number of extinctions span numerous families of plants and animals including mammals, birds, amphibians, reptiles and arthropods; a sizeable fraction of these extinctions are occurring in the rainforests. Because the rate of this extinction event appears to be much more rapid than the "Big Five" mass extinctions, it is also known as the Sixth Extinction. Since 1500 AD, 784 extinctions have been documented by the International Union for Conservation of Nature and Natural Resources. However, since most extinctions are likely to go undocumented, scientists estimate that during the last century, between 20,000 and two million species have become extinct, but the precise total cannot be determined more accurately within the limits of present knowledge. Up to 140,000 species per year (based on Species-area theory) may be the present rate of extinction based upon upper bound estimating.

In broad usage, the Holocene extinction event includes the notable disappearance of large mammals, known as megafauna, by the end of the last ice age 9,000 to 13,000 years ago. Such disappearances have been considered as either a response to climate change, a result of the proliferation of modern humans, or both. These extinctions, occurring near the Pleistocene / Holocene boundary, are sometimes referred to as the Pleistocene Extinction Event or Ice Age extinction event. However the Holocene extinction event continues through the events of the past several millennia and includes the present time.

The observed rate of extinction has accelerated dramatically in the last 50 years, to a pace greater than the rate seen during the Big Five. There is no general agreement on whether to consider more recent extinctions as a distinct event or merely part of a single escalating process. Only during these most recent parts of the extinction have plants also suffered large losses. Overall, the Holocene extinction event is most significantly characterised by the presence of man-made driving factors and its very short geological timescale (tens to thousands of years) compared to most other extinction events.Most biologists believe that we are at this moment at the beginning of a tremendously accelerated anthropogenic mass extinction. E.O. Wilson of Harvard, in The Future of Life (2002), estimates that at current rates of human disruption of the biosphere, one-half of all species of life will be extinct in 100 years. In 1998 the American Museum of Natural History conducted a poll of biologists that revealed that the vast majority of biologists believe that we are in the midst of an anthropogenic mass extinction. Numerous scientific studies since then—such as a 2004 report from Nature, and those by the 10,000 scientists who contribute to the IUCN's annual Red List of threatened species—have only strengthened this consensus.

Peter Raven, past President of the American Association for the Advancement of Science, states in the foreword to their publication AAAS Atlas of Population and Environment: "We have driven the rate of biological extinction, the permanent loss of species, up several hundred times beyond its historical levels, and are threatened with the loss of a majority of all species by the end of the 21st century." The reasons for the current mass extinction are all human related and include deforestation and other habitat destruction, hunting and poaching, the introduction of non-native species, pollution and climate change."

Copi/pastado daqui (vá cliquem)

Para os que não morrem de amores pela língua de sua Majestade D. Isabel II, eu traduzo:

Estamos a dar cabo desta merda toda.






(sniff sniff)

sábado, abril 21, 2007

Benvindo a casa

Era tudo quando ela me dizia,
“Benvindo a casa”, numa voz bem calma
Acabado de entrar, pensava como reconfortava a alma,
nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado.
E de repente era assim, do nada, um ser iluminado -
e tudo fazia sentido, respirar fazia sentido,
andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido.
Era isto que realmente importava,
não qualquer outro tipo de gratificação
não o quanto se ganha,
não o bem que dizem de nós não não não.
Um novo carro, não uma boa poupança,
nem sequer a família, ou a tal aliança - nada…
Apenas duas palavras, um artigo,
formavam a resposta universal.
A minha pedra filosofal.
Seguia para dentro do nosso pequeno universo.
Um pouco disperso - pronto a ser submerso
naquele mar de temperatura amena que a minha pequena
abria para mim sempre tranquila e serena, ena…

Tento ter a força para levar o que é meu,
sei que às vezes vai também um pouco de nós.
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti,
estar contigo é estar com o que julgas melhor.
Nunca vamos ter o amor a rir para nós,
quando queremos nós ter um sorriso maior


"Bem-vindo a casa" dizia quando saia de dentro dela.
O bonito paradoxo inventado por uma dama bela
em dias que o tempo parou, gravou, dançou,
não tou capaz de ir atrás, mas vou
porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho
nestes dias difusos em que ando sozinho e definho
à procura de uma casa nova do caixão até a cova.
O percurso é duro em toda a linha, sempre à prova ,
o calor é um alimento que eu preciso,
o amor é apenas um constante aviso.
Se sabes que eu não vivo dessa forma.
Tu sabes que eu não sinto dessa forma.
Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido,
de desculpas,
de Socorro,
de abrigo.
Não consigo
ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar,
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?
É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar,
com o simples e unico propósito de me abrigar.
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá fora,
faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…

Casa (vem fazer de conta) - Da Weasel


terça-feira, abril 17, 2007

Oh ingratidão!!

Aqui ficam os parabéns à Seomara, essa leitora que nunca me abandonou. Pensei que fazias anos a 18, afinal o teu hi5 diz que FOI a 15. Chatice.
Parabéns à minha antropóloga preferida (a única, mas ainda assim :p).
E o pedido de desculpa pelo atraso.

segunda-feira, abril 16, 2007

Fresh New Start

Cortadas as relações, sempre elas atribuladas, com o blog.com, dou aqui início a uma nova era!!

O Josh Wolf foi solto. Isso é uma boa notícia.

Mais um louco irrompeu por um estabelecimento de ensino norte-americano e desatou aos tiros. Morreram, até agora, 32 pessoas. Uma tragédia. Muito me dá que pensar... Diz o meu sapiente irmão "é um abre-olhos para aquela sociedade". Mais um. Faz-me lembrar certas pessoas.